Preto Preto Helsink Lynd Lynd Helsink Feminino Tênis Tênis Tênis Lynd Tênis Lynd Preto Feminino Helsink Feminino Autores

Helsink Tênis Lynd Tênis Feminino Tênis Preto Tênis Lynd Feminino Helsink Preto Preto Helsink Lynd Lynd Feminino Pricinotto, G. (UEL) ; Oliveira, M.A. (UEL)

Resumo

Tênis Helsink Helsink Tênis Feminino Helsink Tênis Lynd Lynd Feminino Preto Lynd Preto Preto Tênis Lynd Feminino Neste trabalho, buscou-se fazer algumas reflexões que busquem conectar aquilo que Bruno Latour (2000) caracteriza como processo de arregimentação de aliados e os métodos de dicotomização que buscam naturalizar/purificar a Ciência, fazendo uma transposição para a formação superior de profissionais em química. Compreender este processo decorreu de um trabalho etnográfico sob uma perspectiva pós-moderna, que procurou acompanhar os processos que buscam naturalizar o que é ser um químico (como modelo padrão). Para tanto, pretendeu-se compreender o que é ou não “função” de um químico, nos locais de construção dos discursos, não mais dicotomizando, mas sim como processos de arregimentação dos mais heterogêneos atores que visam padronizar o ser químico/cientista.

Feminino Lynd Helsink Preto Lynd Lynd Feminino Preto Tênis Tênis Helsink Preto Tênis Lynd Tênis Helsink Feminino Palavras chaves

Naturalização; Arregimentação; Etnografia pós-moderna

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Introdução

Lynd Tênis Tênis Helsink Helsink Tênis Tênis Lynd Feminino Feminino Preto Feminino Helsink Lynd Preto Preto Lynd Ao longo do tempo, muitas pesquisas confirmam e outras tantas contestaram a ideia de Ciência purificada e essencialista, ideia esta que defende uma perspectiva em nome de uma “lei” superior, de Ciência natural. Nessa perspectiva, desconfiar-se-a assim como Latour (1994,2000,2001) de uma dicotomia entre a epistemologia de que “a verdade está na natureza das coisas”, proposta pelos modernos e difusionistas, e o “tudo é produzido no social” do Programa Forte da Sociologia do conhecimento. Este autor valoriza a compreensão das articulações, as relações simétricas de produção desses polos, em que não possamos mais falar de nada a priori, tudo se torna produto das relações. Pretendemos tratar aqui das articulações que se comprometem em formar químicos. Para Latour (2000, p.75), neste momento ocorre o processo de arregimentação, situação que incide no “assentamento de muitas referências, a ação exercida sobre todos os artigos citados, a ostentação visível desse campo de batalha, tudo isso já é suficiente para intimidar a maioria das pessoas ou forçá-las à retirada”. É neste campo de batalhas que algumas características são fortalecidas e tomam status de padrão de ser químico. Portanto, restou-nos pensar, quais elementos atravessam a produção da natureza do tornar-se um químico? Os enunciados não são e não devem ser tratados como verdades de forma prévia, caso contrário partiria-se de uma inocente perspectiva credenciada a genialidade da Ciência, do ser natural. Apresentar-se-a neste trabalho um episódio que representa um destes momentos de sobreposição de elementos que busca abonar o status de essência do que é ser um químico. Esquadrinharemos um percurso que procure reatar o nó górdio proposto por Bruno Latour, nó este que hibridize as dicotomias.

Material e métodos

Preto Tênis Lynd Feminino Feminino Lynd Lynd Preto Lynd Feminino Helsink Tênis Helsink Helsink Tênis Tênis Preto Propôs-se neste trabalho, acompanhar etnograficamente os estudantes ingressantes do primeiro período do curso de Bacharelado em Química, da Universidade Estadual de Londrina. Processo este que antropologicamente perpassou pelas aulas das disciplinas de Química Geral e Química Geral Experimental. Acompanhar etnograficamente os atravessamentos que constroem a produção do ser químico em seus lócus de formação demanda, na perspectiva latouriana, perspectivas menos estruturadas. Portanto, buscou-se tecnicamente um campo aberto de metodologia etnográfica, devido aos plurais atravessamentos culturais, de jogos de poder, em que às vozes aos poucos se fortalecem em busca de status padronizadores. Segundo Furtuna (2001), estar aberto é sempre ser influenciado por esses atravessamentos. Portanto, são dos próprios fluxos dos atuantes que as técnicas foram se “acomodando”. Diante dessa contingencia do campo, no início tudo poderia parecer um “qualquer coisa serve”, por isso nos propusemos partir de um caminho proposto por Becker (1993) e Graue (2003). Desta forma o registro dos dados dividiu-se em três etapas (concomitantes): notas de campo (dados brutos), diário de campo (organização dos primeiros dados) e interpretação (transformação de dados em análise), sendo que somente esta última etapa será apresentada adiante neste trabalho. Neste fio condutor, a perspectiva converge com o de Costa (2002, p.154), quando afirma que “o trabalho de investigação não pode prescindir de rigor e método, mas você pode inventar seu próprio caminho”. Portanto, os caminhos foram guiados e traçados diante das articulações que acontecerem no campo, mas de nenhuma forma prescindiram de rigor. São os próprios sujeitos que nos guiaram e como percorrer e criar nosso caminho.

Resultado e discussão

Em uma das atividades que pudemos acompanhar, professora A e os alunos realizaram atividades envolvendo o tema ebuliometria. Cada grupo desenvolveu a atividade em sua bancada, tendo de apresentar os dados (temperatura de ebulição) à professora, ao término da celebração. O primeiro grupo: Fernando: ”Professora, terminamos, podemos sair?” Professora A: “Calma! Quanto deu a temperatura?” Bruno: “93” Professora A: “E quanto tinha dado a outra?” Fernando: “98” Professora A: “Tá errado então, tinha que ter aumentando, já falamos de ebulioscopia, é o aumento da temperatura” Bruno: “Mas tava em ebulição total” Professora: “Então fizeram algo errado” A teoria já estava posta, precisavam de um caminho para chegar até ela, mas não duvidar dela. Outro grupo, atinge o que a professora tanto estimava, o “aumento da temperatura”, mas: Professora A: “Quanto deu o de vocês?” Tatiane: “O primeiro deu 98 também, e o segundo deu 108!” Professora: “Não, não, variou muito, tinha que variar uns dois graus só!” Diante do fato, um grupo ao lado, munido das informações discutidas anteriormente, toma a seguinte atitude: Clara: “Opa, fala que deu 96 então” Guilherme: “Mas não tem que subir?” Clara: “Não, desce! Porque quando adiciona diminui a temperatura” Clara: “Sobe ou desce?” (me olha curiosa) Eu: “Pensa no que vocês estão falando, o que vocês fizeram aí?” Clara: ”Verdade, coloco mais coisa dentro, daí fica mais difícil entrar em ebulição” Guilherme: “Então tem que dar 100!” O que antes estava naturalizado, agora foi retomado nas suas costuras, no reatar dos nós. O padrão de um químico agora é saber jogar com as informações, é saber arregimentar: equipamentos de laboratório, informações, artimanhas, etc. para que momentaneamente ganhem status de verdade como produtos, não como leis naturais.
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Conclusões

Produzir um químico, utopicamente dentro dos “padrões”, não é anticientífico, é a mais pura realidade. Mas o termo “pura” não significa o mesmo da pretensiosa comunidade (difusionista) confortável que evidenciamos no início deste trabalho, que busca um essencialismo do sujeito e da ciência. Ser químico, é produto contingencial de um campo de conflitos e instabilidades, no fim das contas, é mistura, é artimanha, é sobreposição de elementos arregimentados que criam um status momentâneo de uma identidade profissional do que é ser um químico.

Agradecimentos

Tênis Lynd Feminino Feminino Preto Preto Tênis Helsink Helsink Feminino Lynd Tênis Helsink Lynd Tênis Preto Lynd Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES Aos estudantes e a professora da turma ingressante.

Referências

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BECKER, H. S. Métodos de pesquisa em ciências sociais. São Paulo: Ed. Hucitec. 1993.
COSTA, M. V. Uma agenda para jovens pesquisadores. In: COSTA, Marisa V. (org.). Caminhos Investigativos II: outros modos de pensar e fazer pesquisa em educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. p.49-72.
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FORTUNA, Edson. Do caráter fundacional da cultura e do niilismo pós-moderno. Episteme, Porto Alegre, n. 13, p. 45-68, jul./dez. 2001
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